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Tradições Celtas na Arqueoastronomia

Quando olhamos para a história dos povos antigos, sempre nos deparamos com sua ligação no mundo da Astronomia. Seja como uso em apenas observatórios astronômicos, que poderiam marcar dias, noites, estações do ano e localização geográfica em relação às demais civilizações ou como épocas de rituais.

Entre tais civilizações, destacamos aqui os Celtas e suas Fogueiras representativas do Ciclo de Estações. Não desejamos aqui entrar no mérito religioso do assunto, porém, ele precisa ser explicado para melhor entendimento sobre como os astros celestes influenciaram o povo Celta.

Os celtas atingiram no século IV aC o auge de sua expansão em número de habitantes e área ocupada. Não deixaram qualquer obra escrita sobre seus feitos, entretanto, a literatura dos celtas insulares, notadamente na Irlanda e no País de Gales, nos fornece informações valiosas sobre seus mitos e suas práticas cerimoniais.

A sociedade Celta era Matrifocal, isto é, o nome e os bens da família eram passados de mãe para filha. Homens e mulheres tinham os mesmos direitos, sendo a mulher respeitada como Sacerdotisa, mãe, esposa e guerreira. O culto da Grande Mãe e do Deus Cornífero predominaram nas regiões da Europa dominadas pelos Celtas até a chegada dos romanos, que praticamente dizimaram as tribos Celtas, que nessa época já estavam sendo dominadas pelos Druidas (classe sacerdotal celta – a palavra druida deriva de um radical DR que significa uma árvore, especialmente o carvalho), introduzindo assim o patriarcalismo.


Porém, em muitos lugares, a religião da Grande Mãe continuou a ser praticada, pois havia certa tolerância por parte dos romanos. Somente na Idade Média, que o paganismo foi relegado às sombras com o domínio da Igreja Católica e a criação da Inquisição, cujo objetivo era eliminar de vez as antigas crenças, que eram uma ameaça a um clero muito mais preocupado em acumular bens e riquezas do que a propagar a verdadeira mensagem de Jesus.

Durante o tempo das fogueiras, muitos dos conhecimentos passaram a ser transmitidos oralmente, por medida de segurança, e, assim, muito se perdeu. Mas, o que eram essas “fogueiras” e que datas eram celebradas nelas? Acompanhavam tais fogueiras os movimentos dos astros celestes em especial o sol e a lua já que tais astros celestes assim como os pontos cardeais eram utilizados por estes e outros povos?


No passado, quando as pessoas vivam em conjunto com a natureza, o passar das estações e os ciclos lunares tinham um profundo impacto em cerimônias religiosas. A lua era vista como um símbolo divino, por isso as cerimônias de adoração, magias e celebrações eram feitas sob sua luz.

A chegada do inverno , as primeiras atividades da primavera, o quente verão e a entrada do outono também eram marcados por rituais. Na tradição do paganismo, o calendário religioso possui treze celebrações de lua cheia e oito dias de poder (Sabbaths). Quatro desses dias são determinados pelos solstícios e equinócios, que são o início astronômico das estações. Os outros quatros rituais baseiam-se em antigos festivais folclóricos.


Ainda encontramos três formas da antiga religião em tempos recentes. A primeira é a celebração do antigo festival solar ou agrícola dos equinócios da primavera e do outono e dos solstícios de verão e inverno. A segunda, é a prática de um sacrifício humano simbólico por aqueles que esqueceram seu significado acrescentados a sacrifícios de animais para evitar a peste do gado ou reverter a má sorte e a terceira, consiste em relíquias vivas através da veneração das águas, árvores, pedras e animais sagrados.

Convém lembrar, que qualquer que possa ter sido o significado dos cultos celtas, parece não haver dúvidas que eram centrados em torno dos quatro grandes dias do ano que marcam o despontar, o progresso e o declínio do sol e dos frutos da terra.

Vejá: A roda do ano celta.

Fonte: Arqueoastronomy

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