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Os Celtas

Bem antes de 1200 a.C, na Idade do Bronze, vários povos indo-europeus começaram um tipo de expedição pela Europa Ocidental. Suas culturas eram possivelmente originadas da cultura de grupos étnicos que viviam próximo ao Rio Danúbio, que nasce numa região da Alemanha e percorre toda a Europa.

A individualização destes povos veio a acontecer justamente em meados de 1300 a.C. Os chamados “Celtas”, pelos romanos, partiram para todos os cantos do território europeu. Essa aparição teve o inicio de seu ápice na região ocidental na Idade do Ferro, influenciados pela Cultura Hallstatt (nome provindo de túmulos austríacos da época) onde armas de ferro começaram a ser produzidas e os soldados já dominavam bem o manejo do bronze. Fontes alegam que os celtas foram os primeiros povos europeus a usar e trabalhar com ferro. No século VI a.C. a chegada da Cultura La Tène, chamada também de cultura Lateniana, marcou o ápice dos celtas. Foi neste período de 450 a.C. até o século I a.C. que as tribos viveram a sua chamada “Fase de Ouro”. Tanto na sua expansão, arte, produção bélica como principalmente no aspecto religioso e mitológico.

Justamente neste momento de grandes conquistas e expansões, de grandes evoluções em seu convívio que os celtas montaram sua fraqueza principal. A falta de um governo central entre as tribos, para elas já única e individualmente completas em seus territórios, os tornou mira do Império Romano que naquele momento estava querendo glória, conquistas e territórios. De certa foi um motivo religioso que causou esta falta de unificação política. Como prezavam a igualdade entre todos diante de seus deuses, os celtas não elegeram um imperador central. E assim viveram em suas tribos distintas politicamente desde a Espanha até a Ásia Menor e mais tarde foram arrebatados pelo Império Romano, que invadiu primeiramente a Gália e mais tarde todos os outros territórios ocupados pelas tribos. Mas também foi a semelhança religiosa que amenizou as disputas entre os celtas e os romanos, enquanto Roma se instalava nas terras celtiberas. Pois ambos encontraram algo em comum entre as ricas mitologias, entre seus deuses da guerra, do amor, dentre outros. Os romanos ainda maravilharam-se e assustaram com a sabedoria e união dos celtas com a natureza e a forma de batalha amedrontadora de seus guerreiros e dessa surpresa surgiram os únicos documentos sobre este povo misterioso.

Outros aspectos da cultura celta propriamente dita, que não seja a sua história, ao mesmo tempo em que nos faz revelações estonteantes sobre o modo de vida desta civilização, nos deixam mistérios mais perturbantes e conseqüentemente mais ávidos a cada descoberta arqueológica ou mesmo o reaparecimento da religião e celebrações deste povo.

Como por exemplo, a presença de uma língua própria do povo que tinha ramificações em determinadas regiões e uma forma de escrita sagrada até hoje não compreendida que servia unicamente para cultos religiosos e para a adivinhação, fez dos celtas mais do que apenas um povo, fez deles uma nação com uma saga cheia de magia, mistérios e batalhas cruciais para a história mundial.

A Religião Druidica e seus sacerdotes foram mais únicos ainda e de maior importância para os celtas. Eram esses dois pontos que regiam cada passo dos celtas. A religião que estava em cada passo de cada tribo e os sacerdotes que exerciam os papéis mais privilegiados, divinos e respeitados entre os celtas. A religiosidade deu aos celtas a união necessária quando estes estavam na sua Fase de Ouro, se expandindo e deu a ele seus únicos defeitos. Deu também os mitos mais ricos e mais reais conhecidos na humanidade. A crença do povo nos mitos e contos originados da religião, ou com fundamentos religiosos é até hoje admirada e seguida por muitos. Foi por meio desta rica religião e mitologia, que não foram documentadas, apenas passadas oralmente dos sábios druidas para o povo, que os celtas se tornaram únicos aos olhos romanos. Mas com o surgimento do cristianismo estas duas grandes potências para os celtas foram desaparecendo aos poucos e mais tarde os cristãos trataram de fazer dos celtas e sua cultura desaparecidos, mas nunca esquecidos.

Foi por meio de mitos como uma espada cravada numa pedra e um rei elegido por ela, navios voadores, tribos divinas, domínio de ervas e sagrada ligação com a magia natural que os celtas ganharam a fama que ultrapassou os séculos. Foi pela forma bárbara e indiferente de guerrilha que os celtas deixaram uma marca para sempre na história mundial. Por mais que, muito do que se sabe sobre os celtas venha de documentos romanos, das poesias e das musicas folclóricas celtas, como também de alguns registros encontrados no artesanato e na arquitetura.

A falta de documentações e registros históricos para historiadores é como um problema e desafio que fazem por vezes os celtas serem “esquecidos”. Mas os adoradores e seguidores atuais dessa cultura, mitologia ou história, sabem que é este mistério, a incerteza, a dúvida pertinente e os surpreendentes relatos que faz o povo celta ser mais cativante, mais marcante, mais mágico, mais puro e divino.

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