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Divindades na Wicca

Ao contrário da maioria das religiões atuais, a Wicca é uma religião politeísta, ou seja, que adora vários deuses. Na verdade, é apenas uma divindade com várias faces: Deus ou Deusa do amor, da prosperidade, da saúde etc. Na Tradição Lua Secreta, veneramos apenas as polaridades do Ser Supremo: feminino e masculino. Assim como tudo no Universo. Uma moeda com seus dois lados.

Algo importante a dizer sobre as divindades, é que não as tememos por serem Supremas. Os Deuses são como nós, vivendo e interagindo com nossas vidas o tempo todo. A única diferença é que eles vêem o que não vemos, o que está se manifestando em outro plano antes que se manifeste aqui. Nem sempre eles são bons e que isso fique bem claro para os desavisados. Não invoque nenhum Deus ou Deusa sem conhecimento do que está fazendo e lembre-se que tudo o que você pedir irá acontecer. Então, tenha certeza do que quer antes de fazer qualquer trabalho mágico.

As divindades podem variar de acordo com o panteão, Tradição e lugares nos quais são cultuadas. Na Tradição Lua Secreta, cultuamos as divindades sem nomes, sem especificar panteões; são apenas Deus e Deusa.

O Deus

O Deus Cornífero é o Deus fálico da fertilidade e geralmente é representado como um homem de barba com casco e chifres de bode. É o Deus pagão dos bosques, o rei do carvalho e senhor das matas e que morre e sempre renasce. Seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência.
Ele nasce da Deusa, como seu complemento e carrega os atributos da fertilidade, alegria, coragem e otimismo. Ele é a força do Sol e da mesma forma, nasce e morre todos os dias, ensinando aos homens os segredos da morte e da renascimento.
Segundo os Mitos pagãos o Deus nasceu da Deusa, cresceu e se apaixonou por Ela. Ao fazerem amor a Deusa engravida e quando chega o inverno o Deus Cornífero morre e renasce quando a Deusa dá a luz. Este Mito contém em si os próprios ciclos da natureza onde no Verão o Deus é tido como forte e vigoroso, no outono ele envelhece, morre no inverno e renasce novamente na primavera.
Para a maioria pode aparentar meio incestuoso, quando se afirma que o Deus seja filho e consorte da Deusa, mas isto era extremamente comum aos povos primitivos onde os indivíduos se casavam entre os próprios familiares para conservar a pureza da raça. Além disso, o simbolismo do Mito deve ser observado, pois todas as coisas vieram do ventre da Grande Mãe inclusive o próprio Deus e por isso para Ela Ele deve voltar.

O culto aos Deus Cornífero surgiu entre os povos que dependiam da caça, por isso Ele sempre foi considerado o Deus dos animais e da fertilidade, e ornado com chifres, pois os chifres sempre representaram a fertilidade, vitalidade e a ligação com as energias do Cosmos. Além disso, a Bruxaria surgiu entre os povos da Europa, onde os cervos se procriam com extremada abundância, por isso eram freqüentemente caçados, pois eram uma das principais fontes de alimentação.
Com o crescimento do Cristianismo e com a intenção do Clero em derrubar Bruxaria, a figura atribuída ao Deus Cornífero acabou por personificar o Diabo e na atualidade resgatar o status deste importante Deus torna-se bastante difícil.
O Deus representa a luz e a escuridão, a imortalidade e a morte, a interrupção a continuidade. Cernunos, como também é chamado, simboliza a força da vida e da morte.

É o amante e filho da Deusa, o senhor dos cães selvagens e dos animais. É ele que desperta-nos para a vida depois da morte. Representa o Sol, eternamente em busca da Lua. Seus chifres na realidade representam as meias-luas, a honraria e a vitalidade e não uma ligação com o Diabo.
Ainda hoje existe muito confusão a cerca da Bruxaria e isto se deve a Igreja Medieval que transformou os Bruxos antigos em Feiticeiros do Demônio, por conveniência.

O culto à Deusa Mãe e aos Deus Cornífero é pré-cristão, surgiu milênios antes do catolicismo e do conceito de Demônio, o qual jamais foi adorado, invocado, cultuado e reverenciado nas práticas pagãs ou como deidade da Bruxaria.
Os chifres sempre foram tidos como símbolo de honra e respeito entre os povos do neolítico. Os chifres exprimem a força e a agressividade do touro, do cervo, do búfalo e de todos animais portadores dos mesmos. Entre os povos do período glacial uma divindade era representada com chifres para demonstrar claramente o poder da divindade que o possuía.

Quando o homem saia em busca de caça, ao retornar à sua tribo colocava os chifres do animal capturado sobre a sua cabeça, com a finalidade de demonstrar a todos da comunidade que ele vencera os obstáculos. Graças a ele todo clã seria nutrido, ele era o “Rei”. O capacete com chifres acabou por se tornar em uma coroa real estilizada.
Os chifres sempre foram representações da luz, sabedoria e conhecimento entre os povos antigos. Portanto como podemos perceber, os chifres desde tempos imemoráveis foram considerados símbolos de realeza, divindade, fartura e não símbolo do mal como muitos associaram e ainda associam-nos.
A Grande Mãe e o Deus Cornífero representam juntos as forças vitais do Universo. O Deus é então o mais alto símbolo de realeza, prosperidade, divindade, luz sabedoria e fartura. É o poder que fertiliza todas as coisas existentes na terra.

A Deusa
A Deusa é a Criadora de todas as coisas e, ao mesmo tempo, a Destruidora. Tudo vem Dela e tudo retornará a Ela. Ela é a Virgem, a Mãe e a Anciã. A Deusa é tudo e todos!
No paganismo, a Deusa se apresenta em três aspectos: a Virgem, a Mãe e a Anciã. A Virgem representa os impulsos, o começo, e está relacionada à Lua Crescente. A Mãe é a Doadora da Vida, a Grande Nutridora, e está associada à Lua Cheia. A Anciã é a detentora da sabedoria, a Grande Conhecedora e Transformadora, e está associada à Lua Minguante. Esses aspectos representam também a juventude, a maturidade e a velhice respectivamente.

A Donzela

Dentre as três faces da Deusa, a Virgem é a mais jovem, relacionada com os descobrimentos e aspectos mais criativos de nossa personalidade. Ela é a inocência e despreocupação, a alegria de viver.

A Mãe

A face Mãe da Deusa é tida como a da eterna doadora da vida. A Mãe é aquela que se volta para a nutrição, a preocupação e a fertilidade; é uma mulher no início da vida e no cume do seu poder. Ela protege e assegura a justiça. Na idade humana, seria uma mulher por volta dos trinta anos.

A Anciã

A Deusa Anciã é o aspecto menos compreendido e o mais temido, já que nos leva inevitavelmente a refletir sobre a morte.

A Anciã é regente do Submundo, visto antigamente como um lugar de descanso das almas entre as reencarnações. Obviamente todos nascemos e morremos, e a função da Deusa Anciã é nos acompanhar durante a última etapa de nossa vida, preparando-se para o Outro Mundo.

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